sábado, 7 de novembro de 2009

Sim, eu gosto. Desculpa

Na semana que passou, completei quatro meses na firma nova. No início, quase toda semana, alguém me perguntava se eu estava gostando. Nada mudou, vários colegas ainda perguntam. Mas o tom mudou. Alguns perguntam quase colocando um 'ainda' no princípio da frase. Para não constranger essas pessoas, que esperam que eu entre para o time dos insatisfeitos, eu adotei uma resposta padrão "sim, estou adorando. desculpa".
É que o normal (em quase todo o lugar) é reclamar. "Trabalhamos muito, ganhamos pouco, os chefes não entendem, os processos são burros". É o que eu chamo de eterna insatisfação. Claro que é um direito inalienável (@rodrigomuzell) reclamar da firma (qualquer uma). Já reclamei muito também e continuo reclamando. (vou continuar celebrando o óbvio neste post. se cansou, melhor mudar de blog). O meu problema é com pessoas que SÓ reclamam.
É aquela criatura para quem nada nunca está bom, para quem todos os chefes e superiores são burros demais para compreender sua genialidade. O mais legal é que esse tipo de atitude sempre vem acompanhado de uma inércia absurda para mudar de emprego, setor etc. Conheço gente que está há ANOS dizendo o quanto odeia sua vida profissional (e pessoal também), mas continua exatamente no mesmo lugar.
Só posso concluir o seguinte: ou não é TÃO ruim assim ou a pessoa realmente tem problemas a tratar. Porque se submeter a uma tortura diária por tanto tempo quando a mudança depende exclusivamente de ti é bem doente. Sendo a primeira opção (de que não é tão horrível), acho uma belíssima sacanagem (consigo e com os ouvintes, além da firma, é claro). Assim, não mente. É feio e faz o nariz crescer.
Enfim, essa foi a conversa do almoço de hoje, que o meu genial esposo finalizou com a seguinte frase: "essas pessoas precisam de problemas e prazeres reais, como pagar a creche e buscar o filho na escola, que é para parar de ficar se lamentando e se ocupando com bobagem".
Talvez.

domingo, 1 de novembro de 2009

A/C mãe

Daí que, como todos sabem, minha mãe é psicóloga e blablabla. Aquela coisa de querer me fazer pensar sobre o que está por trás de cada frase ou de cada decisão. Eventualmente, tédio. Aí, quem aniversariou fui eu, mas quem ganha o presente é a dona Tônia. Mãe, encontrei a resposta para uma das dúvidas que mais te aflige desde os meus 15 anos: "qual a minha necessidade de ficar tatuando o corpo?".

Quem não tem paciência para interpretações e análises, por favor, pare por aqui. Juro que estava sóbria quando cheguei à conclusão que explicarei abaixo.

Então, como disse certa vez meu digníssimo esposo, uma coisa que me deixa com medo e apreensiva é a passagem dos anos. Não é exatamente um medo de envelhecer e tals, mas sim um desconforto em saber que é definitivo e não dá para voltar. Algo que me parece inacreditável: eu nunca mais vou ter 17 anos de novo. NUNCA MAIS. Sacou? Parece óbvio, e é, mas pensar sobre o assunto me assusta um muito.

Então, pensando sobre isso durante a minha última sessão de tatuagem ( no dia 23), veio a luz. O que me leva, desde os 15 anos, a tatuar de tempo em tempo, quase que anualmente, o meu corpo (@toniaduarte)?

A tatuagem, mais naquele tempo do que hoje, tem um caráter definitivo. Tipo, NÃO DÁ pra voltar atrás. Tatuou? Fodeu? Ficará ali para sempre. Ok, tem procedimentos atualmente, que devem evoluir até retirarem com perfeição todas as marcas? Beleza. Também acredito que conseguirão criar a máquina do tempo ou que o Super Homem vai fazer a Terra girar ao contrário para voltarmos uns aninhos.

Finalizando. Mãe, talvez a minha necessidade de tatuar o corpo seja uma tentativa de lidar melhor com o definitivo, com caminhos sem volta, tais como o tempo. É um conselho que amigos em crise sempre ouvem de mim: nada é definitivo, não temos como controlar o ponto final das coisas.

E é verdade, não encaro nada como uma "decisão definitiva", menos as tatuagens e a Julia. Os desenhos escolhidos por mim talvez também sejam uma forma de lembrar dos meus 15, 16, 18, 19, 20, 22, 26, 27 e sabe-se lá quais mais eu vou resolver marcar dessa forma. Mas prometo não ficar assim:



quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Hoje é meu aniversário

Achei, portanto, que era o momento de voltar a postar por aqui. No final de semana, tive uma experiência mal sucedida na tentativa de começar a usar o wordpress. Assim, ó, acho o blogspot tão, mas tão ridiculamente fácil, que não existe nenhuma razão para abandoná-lo. Até a Julia postaria aqui.

Além disso, eu correria o risco de sofrer mais críticas de uma pessoa muito fofa, caso resolvesse trocar o blog de lugar novamente. Pessoa essa que foi a única da minha faixa etária que LIGOU para me dar parabéns. Porque, sim, nos dias de hoje, a esmagadora maioria das pessoas te felicita por e-mail, orkut, twitter, facebook, msn, gtalk ou torpedo. Telefonar? Raridade.

Mas, enfim, agradeço a todos que lembraram de me dar um oi (virtual ou não). Porque eu adoro aniversariar.

Smacks múltiplos!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Sim, sou uma fracassada. Não voltei no dia seguinte. Mas, gente, o que importa é que apareci aqui hoje.

Aproveito para contar que estou, como disse a Sílvia, que nem pinto no lixo em zeagá. Realmente nasci para trabalhar em lugares cheios de gente, barulho e agitação. Nenhuma sombrinha de mau humor passou perto de mim até agora.

Sabe como é, eu falo muito, o tempo todo. Portanto, se tem mais gente, as chances de eu encher os ouvidos de alguém até a pessoa querer me estrangular se reduzem MUITO.

E essa coisa de trabalhar em FIRMA sempre traz diversão ao dia a dia. Hoje, por exemplo, perguntei a uma colega "quem é fulaninha?", querendo, com isso, saber qual a função da pessoa. Ao que ela responde "ah, é uma que, consta, já deu pra metade da redação". Adoro.

O foda é que a criaturinha que dá, pelo que a informante contou, pensa que assim conquistará posições elevadas na empresa. Jornalista promove quem come?

sábado, 15 de agosto de 2009

Comunicado

Exatos 45 dias após o início da minha nova jornada, venho comunicar que, aparentemente, o mundo em que 24 horas em um dia são suficientes volta a fazer sentido. Quase certo que conseguirei voltar aqui com mais frequência.

Uhu! Os comentários ruins sobre coisas inúteis voltarão, meus amores.

Enfim, aproveito para contar que estou, REALMENTE, me transformando na Mirella (saudade monstra), pois me deram o caderno que era dela para editar, o ZH Moinhos. Porque eu sou chique. Rá.

PORTANTO, se alguém mora, trabalha ou circula por lá, mantenha contato comigo. Sempre me será útil.

Finalizo, contando que também cuido dos blogs www.zerohora.com/zhmoinhos e www.zerohora.com/blogdasformaturas

Este último, aliás, deve perder minhas sacadas GENIAIS na semana que vem. A titular retorna ao posto.

Até amanhã (TÔ ME COMPROMETENDO, PÔ!)

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Apelei



















Mas precisava deixar claro o motivo pelo qual não dedico minhas noites a esse espaço.

Julia Maia, no último domingo, dia 26 de julho.

sábado, 18 de julho de 2009

Não posso dizer que o twitter matou meu blog, porque nem no twitter eu tenho conseguido postar.

Estou sem tempo e isso não é um problema. Quando virar um problema, eu aviso.

Devo levar ainda um tempo para coordenar a vida, os horários e as internets. Como sou uma pessoa que curte mais o real que o virtual, as internets realmente virão por último.

Só para responder a pergunta da Deisy nos comments abaixo, a Julia está ótima. Andava cantando "Horizontes", do Kleiton e Kledir, dia desses.

Aliás, meu próximo post deverá ser sobre a avaliação realista que recebemos das professoras sobre a Julia. Impressionante.